
A SAUDADE,
A SAUDADE.
A SAUDADE.
Este canto elegíaco nasce da perda de um jovem portuense cuja morte é sentida como golpe profundo pela família, pelos amigos, pelo ensino público e pela literatura. Em versos de tom solene e devoto, o narrador contempla o mistério da existência interrompida, interroga os desígnios divinos e reivindica o direito humano às lágrimas e à saudade.
A figura do falecido surge como exemplo de prudência, modéstia e integridade moral: um espírito dedicado ao estudo, à fé e ao combate sereno contra as paixões e os vícios do seu tempo. A amizade entre os dois, fortalecida por conversas, ensinamentos e debates de filosofia moral, dá ao lamento uma dimensão íntima e comovente.
Entre a imagem da urna, a noite silenciosa e a esperança cristã de uma vida além da morte, o poema transforma o luto em homenagem. É uma leitura para quem aprecia poesia meditativa, linguagem clássica e reflexões sobre amizade, virtude, mortalidade e consolação espiritual.
Language
pt
Duration
~6 minutes (6K characters)
Release date
Mar 16, 2008
Rights
Public domain in the USA.
Subjects
1788–1868
A Portuguese poet, literary critic, and translator whose work ranged from original verse to Portuguese versions of poems by Lord Byron, Alexander Pope, and Thomas Gray. His writing reflects the literary and artistic life of nineteenth-century Porto.
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